Deus e outras coisas…

30 Março, 2009

A beleza na Eucaristia

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Dz a Exortação Apostólica pós-sinodal Sacramentum Caritatis, sobre a Eucaristia:

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35. A relação entre mistério acreditado e mistério celebrado manifesta-se, de modo peculiar, no valor teológico e litúrgico da beleza. De facto, a liturgia, como aliás a revelação cristã, tem uma ligação intrínseca com a beleza: é esplendor da verdade (veritatis splendor). Na liturgia, brilha o mistério pascal, pelo qual o próprio Cristo nos atrai a Si e chama à comunhão. Em Jesus, como costumava dizer São Boaventura, contemplamos a beleza e o esplendor das origens. Referimo-nos aqui a este atributo da beleza, vista não enquanto mero esteticismo, mas como modalidade com que a verdade do amor de Deus em Cristo nos alcança, fascina e arrebata, fazendo-nos sair de nós mesmos e atraindo-nos assim para a nossa verdadeira vocação: o amor. Já na criação, Deus Se deixa entrever na beleza e harmonia do universo (Sab 13, 5; Rm 1, 19-20). Depois, no Antigo Testamento, encontramos sinais grandiosos do esplendor da força de Deus, que Se manifesta com a sua glória através dos prodígios realizados no meio do povo eleito (Ex 14; 16, 10; 24, 12-18; Nm 14, 20-23). No Novo Testamento, realiza-se definitivamente esta epifania de beleza na revelação de Deus em Jesus Cristo: Ele é a manifestação plena da glória divina. Na glorificação do Filho, resplandece e comunica-se a glória do Pai (Jo 1, 14; 8, 54; 12, 28; 17, 1). Mas, esta beleza não é uma simples harmonia de formas; « o mais belo dos filhos do homem » (Sal 45/44, 3) misteriosamente é também um indivíduo « sem distinção nem beleza que atraia o nosso olhar » (Is 53, 2). Jesus Cristo mostra-nos como a verdade do amor sabe transfigurar inclusive o mistério sombrio da morte na luz radiante da ressurreição. Aqui o esplendor da glória de Deus supera toda a beleza do mundo. A verdadeira beleza é o amor de Deus que nos foi definitivamente revelado no mistério pascal.

A beleza da liturgia pertence a este mistério; é expressão excelsa da glória de Deus e, de certa forma, constitui o céu que desce à terra. O memorial do sacrifício redentor traz em si mesmo os traços daquela beleza de Jesus testemunhada por Pedro, Tiago e João, quando o Mestre, a caminho de Jerusalém, quis transfigurar-Se diante deles (Mc 9, 2). Concluindo, a beleza não é um factor decorativo da acção litúrgica, mas seu elemento constitutivo, enquanto atributo do próprio Deus e da sua revelação. Tudo isto nos há-de tornar conscientes da atenção que se deve prestar à acção litúrgica para que brilhe segundo a sua própria natureza.
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A beleza da celebração não reside pois na música rock ou na polifonia barroca. Não reside no número de velas que se colocam em cima do altar. Não reside na riqueza dos paramentos e na acumulação de tradições. Não reside em se receber a comunhão de pé ou de joellhos. Não reside em usar uma língua que só alguns iniciados a percebem.

Reside na verdade da celebração, seja na catedral de S. Pedro em Roma, seja numa capela de taipa e zinco em África. Reside na dádiva de Jesus Cristo como vida e alimento dos homens no banquete pascal.

31 Janeiro, 2009

Agenda litúrgica

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Finalmente já temos disponível para o iCal e para o iPhone o directório litúrgico.
Pode ser descarregado do site do Secretariado Nacional de Liturgia.

29 Dezembro, 2008

Eucaristia – Banquete Pascal

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1382. A Missa é, ao mesmo tempo e inseparavelmente, o memorial sacrificial em que se perpetua o sacrifício da cruz e o banquete sagrado da comunhão do corpo e sangue do Senhor. Mas a celebração do sacrifício eucarístico está toda orientada para a união íntima dos fiéis com Cristo pela comunhão. Comungar é receber o próprio Cristo, que Se ofereceu por nós.

1383. O altar, à volta do qual a Igreja se reúne na celebração da Eucaristia, representa os dois aspectos dum mesmo mistério: o altar do sacrifício e a mesa do Senhor, e isto tanto mais que o altar cristão é o símbolo do próprio Cristo, presente no meio da assembleia dos seus fiéis, ao mesmo tempo como vítima oferecida para a nossa reconciliação e como alimento celeste que se nos dá. «Com efeito, o que é o altar de Cristo senão a imagem do corpo de Cristo?» – pergunta Santo Ambrósio; e noutro passo: «O altar representa o corpo [de Cristo], e o corpo de Cristo está sobre o altar». A liturgia exprime esta unidade do sacrifício e da comunhão em numerosas orações. Assim, a Igreja de Roma reza na sua anáfora:

«Humildemente Vos suplicamos, Deus todo-poderoso, que esta nossa oferenda seja apresentada pelo vosso santo Anjo no altar celeste, diante da vossa divina majestade, para que todos nós, participando deste altar pela comunhão do santíssimo corpo e sangue do vosso Filho, alcancemos a plenitude das bênçãos e graças do céu»

Catecismo da Igreja Católica


23 Dezembro, 2008

Antifona dia 23

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O Emmanuel, Rex et legifer noster, exspectatio Gentium, et Salvator earum: veni ad salvandum nos, Domine, Deus noster.

Ó Emanuel, nosso rei e legislador, esperança das nações e salvador do mundo: vinde salvar-nos, Senhor nosso Deus.

22 Dezembro, 2008

Antifona dia 22

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O Rex Gentium, et desideratus earum, lapisque angularis, qui facis utraque unum: veni, et salva hominem, quem de limo formasti.

Ó Rei das nações e Pedra angular da Igreja, vinde salvar o homem que formastes do pó da terra.

21 Dezembro, 2008

Antifona dia 21

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O Oriens, splendor lucis aeternae, et sol justitiae: veni, et illumina sedentes in tenebris, et umbra mortis.

Ó Sol nascente, esplendor da luz eterna e sol de justiça: vinde iluminar os que vivem nas trevas e na sombra da morte.

20 Dezembro, 2008

Antífona dia 20

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O Clavis David, et sceptrum domus Israel, qui aperis, et nemo claudit, claudis, et nemo aperit: veni, et educ vinctum de domo carceris, sedentem in tenebris, et umbra mortis.

Ó Chave da casa de David, que abris e ninguém pode fechar, fechais e ninguém pode abrir: vinde libertar os que vivem no cativeiro das trevas e nas sombras da morte.

19 Dezembro, 2008

Teço 18H30

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1º Mistério – Jesus no Horto

Noite de vigília, de expectativa , e já de certeza. Oração constante e intensa. Esta noite no Jardim das Oliveira repete-se hoje por tantas terras e pessoas: esperamos e rezamos para que a salvação chegue. Mas ela já chegou, e a sua realização está nas nossas mãos. Deus já cumpriu a sua parte, somos nós agora os responsáveis por terminar a Missão. Vigiamos e oramos para que em nós se faça luz.

2º Mistério – Jesus Flagelado

Como Jesus há inocentes que, por todo o mundo, são flagelados, no corpo e no espírito. O mundo cego e egoísta varre tudo à sua volta, consome a vida, ergue-se sobre as costas dos outros. Ontem como hoje há gente despida e violentada, oprimida e torturada. A luz de Cristo revela os irmãos, outros iguais a nós, membros da mesma família. Ó Jesus derrama sobre nós a tua luz, resguarda-nos com a tua paz.

3º Mistério – Jesus coroado de espinhos

Os Reis Magos no Natal procuravam um rei e encontraram-nos numa gruta, deitado numa manjedoura. Bem anunciou Simeão que Jesus seria sinal de contradição para a humanidade. Os soldados não perceberam que o que faziam por troça era a verdade. Jesus é um rei inesperado. Na nossa vida também a graça de Deus, tantas vezes, é inesperada. Se não estamos atentos não a perceber, podemos fugir-lhe e não a receber.

4º Mistério – Jesus caminha com a cruz

Jesus caminha com a cruz para o calvário. Maria carrega Jesus durante nove meses até Belém. A carga não é necessariamente um mal. É assumir uma tarefa e predispor-se a realizá-la da melhor maneira. Consciente dos obstáculos e dificuldades do caminho, da multidão que atrapalha, das quedas que acontecerão. Mas sabendo que há sempre alguém pronto a consolar, a animar e a ajudar.

5º Mistério – Jesus morre na cruz

Dádiva suprema. A vida e a história que no Natal começou não termina na cruz porque o maior poder é o do amor, que tudo vence. Vive-se cheio de ilusões, a realidade profunda nem sempre se percebe. A dádiva do Amor é o maior tesouro da humanidade. Nesta época do Natal, tempo em que se dão tantas prendas, que cada um de nós, como Jesus,seja capaz de se dar a si mesmo àquela pessoa que está ao seu lado.

Antífona dia 19

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O Radix Jesse, qui stas in signum populorum, super quem continebunt reges os suum, quem Gentes deprecabuntur: veni ad liberandum nos, jam noli tardare.

Ó Rebento da raiz de Jessé, sinal erguido diante dos povos, vinde libertar-nos, não tardeis mais.

18 Dezembro, 2008

Antifona dia 18

Arquivado em: Religião — catscout @ 14:39
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O Adonai, et Dux domus Israel, qui Moysi in igne flammæ rubi apparuisti, et ei in Sina legem dedisti: veni ad redimendum nos in brachio extento.

Ó Chefe da casa de Israel, que no sinais destes a Lei a Moisés: vinda resgatar-nos com o poder do vosso braço.

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