Deus e outras coisas…

5 Novembro, 2009

Devolução

Arquivado em: Sociedade — catscout @ 17:57
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Se a laicidade do estado passa pela eliminação de símbolos religiosos dos espaços públicos exijo a devolução de todas as Igrejas e Mosteiros à Igreja Católica e de toda a arte sacra que está nos museus nacionais ou estatais.

Estamos perdidos

Arquivado em: Sociedade — catscout @ 17:24
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A única verdade que a civilização ocidental aceita e o relativismo absoluto. Cada pessoa é a fonte da norma. Duas notícias chocantes que mostram que o homem caminha a passos largos para a sua morte:

O Tribunal Europeu dos Direitos do Homem decidiu que a presença de crucifixos nas salas de aula é um atentado à liberdade religiosa.

Na Inglaterra, a propósito de um processo de despedimento, um tribunal determinou que o ambientalismo seja equiparado a uma religião, fundamentando-se na lei britânica para a equidade no emprego.

Os desejos pessoais passam a ser considerados como direitos. Tenho direito àquilo que quero. Isto é pior do que a lei da bala no Oeste Americano.

15 Setembro, 2009

Deuteronómio

Arquivado em: Pessoal — catscout @ 19:38
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O curso de doutoramento começou bem. Somos 17.

Já tenho montes de bibliografia de referência, autores novos para ler, e um trabalho para fazer sobre “Comunicação da mensagem no Deuteronómio.”

A ler: Timothy Lenchak, “Choose LIfe” A rhetorical-Critical Investigation os Deuteronomy 28,69—30,20, Roma 1983 e M. Vervenne e Jlust (ed) , Deuteronomy and deuteronomic literature – Festschrift C.H.W. Brekelmans, Lovaina 1997.

11 Setembro, 2009

Desperta o dom que há em ti

Arquivado em: Religião — catscout @ 12:15
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Não pude participar porque estive a orientar a Semana de Formação e Convívio para os Acólitos do santuário de Fátima, mas aqui vão as conclusões do Simpósio do clero da Semana passada:

1.- O clero de Portugal deu uma resposta muito positiva ao convite para participar no VI Simpósio do clero. Mais de 800 inscrições são o melhor testemunho de uma forte adesão, alegre e agradecida, também por coincidir em pleno Ano Sacerdotal e sob o olhar da figura exemplar de sacerdote que foi São João Maria Vianey.

2.- Conferencistas prestigiados e de renome internacional garantiram a elevada qualidade da reflexão e a pertinência dos desafios lançados.

3.- O Simpósio foi, em si mesmo, um belo exercício de fraternidade e de comunhão entre bispos, sacerdotes, diáconos e seminaristas.

4.- Todos os oradores glosaram, em registos vários, mas consonantes, o tema-lema do Simpósio: «Reaviva o dom que há em ti».

5.- Anselmo Grün e Amadeo Cencini, com a sua autoridade de psicólogos, recordaram-nos que a espiritualidade não é redutível à psicologia, mas que uma espiritualidade não assente em correctas bases psicológicas, facilmente se transforma em moralismo vazio e autoritário.

6.- As pessoas não se seduzem nem se cativam verdadeiramente com a acomodação do Evangelho aos seus desejos e gostos pessoais. Só quando o sacerdote se deixou, primeiro, seduzir no encontro pessoal com Cristo, poderá falar de tal maneira que as pessoas o descobrem possuído de uma luz e beleza que ele mesmo desconhece. Como Moisés, depois de falar com Deus.

7.- O sacerdote não é um anjo. Junto com qualidades e luzes, tem defeitos e sombras. Só reconhecendo humildemente também as sombras se poderá abrir ao Amor que o plenifica, transforma e transfigura.

8.- A formação sacerdotal ou é permanente ou não é verdadeira formação sacerdotal.

O Senhor é fiel. Ao chamar sempre aquele que escolheu, não pára de o chamar todos os dias da sua vida. A Formação Permanente é a experiência de vocação permanente, como resposta agradecida e repleta de fidelidade ao Deus que ama e chama.

9.- Esta autêntica mudança de paradigma na concepção de formação permanente implica que se crie uma cultura de formação permanente na Igreja, pois ainda não existe.

A nossa vida, ou é formação permanente, ou é frustração permanente, repetitividade, desleixo geral, inércia, apatia, perda de credibilidade, ineficácia apostólica.

10.- A Formação Permanente é essencialmente psicológico-espiritual; um processo de conformação-assimilação aos sentimentos do Filho obediente, do Servo sofredor, do Cordeiro inocente.

11.- Não se trata tanto de criar novas estruturas, mas de uma nova mentalidade, uma cultura de Formação Permanente.

12.-A Formação Permanente é a disponibilidade contínua e inteligente, activa e passiva, para aprender da vida, durante toda a vida. Até ao último dia.

13.- Como nos disse o cardeal Cláudio Hummes: «a espiritualidade do presbítero deve ser nutrida cada dia. Os grandes meios são: manter um contacto assíduo com a Palavra de Deus; amar a Deus e deixar-se amar por Ele; viver uma vida de oração autêntica que inclui a Liturgia das Horas e a devoção mariana; celebrar diariamente a Eucaristia, como centro da vida ministerial; recorrer regularmente ao Sacramento da Confissão; viver a comunhão eclesial, principalmente com o Papa, o bispo e o presbitério; doar-se total e incansavelmente ao ministério pastoral, ao empenho missionário e evangelizador; ser o homem da caridade, da fraternidade e da bondade, do perdão, da misericórdia para com todos; ser solidário com os pobres, sendo seu defensor e amigo, vendo neles os preferidos de Deus».

14.- Uma atenção cuidada aos vários programas de formação dos seminários levar-nos-á à opção pelo modelo de integração, polarizado no dinamismo da Cruz como ícone do Mistério Pascal, onde o amor entregado nos convida incessantemente, iluminando-nos e aquecendo-nos, a recebermos agradecidos o dom que a vida sacerdotal é, e a oferecermo-la alegremente como dom.

15.- Este Modelo de Integração fará que nos sintamos abençoados por Deus e ajudar-nos-á a tornarmo-nos uma feliz bênção para os outros.

Uma vida espiritual intensa, iluminada pelo guia fiável que é o Vaticano II, permitirá ao sacerdote entrar mais profundamente em comunhão com o Senhor e ajudá-lo-á a deixar-se possuir pelo amor de Deus, tornando-se sua testemunha em todas as circunstâncias, mesmo difíceis e obscuras. (SC, 89)

16.- Os caminhos a percorrer para a Igreja responder aos novos desafios do mundo de hoje não estão ainda bem definidos e traçados. Temos de utilizar a lucidez na análise do que se apresenta, e a paciência misericordiosa para enfrentar as incompreensões.

17.- Foi bom ouvir que a Igreja ama os seus sacerdotes, os admira e reconhece a sua insubstituível e incansável participação pastoral na missão e na vida eclesiais.

18.- E que, à semelhança de São Francisco, encontrando no caminho um sacerdote e um anjo, saudaria primeiro o sacerdote, mesmo se fosse grande pecador, porque o sacerdote é quem nos dá o pão eucarístico.

19.- O Santo Cura D’Ars reconforta-nos ainda mais ao afirmar: «Deus obedece-lhes. Depois de Deus, o sacerdote é tudo».

Ser padre é viver todos os dias a Consagração: consagrando as espécies eucarísticas e consagrando-se aos irmãos, outra forma de dizer, já há mais de 150 anos, a urgência do que hoje chamamos Formação Permanente.

20.- Os padres das várias dioceses reuniram com os seus bispos e manifestaram a alegria de participar no Simpósio, mutuamente se incentivando para encontrar formas de cultivo da fraternidade nos presbitérios.

21.- Como bem recorda Bento XVI: «É preciso sempre partir de Cristo. Mas isso supõe tê-lo encontrado, ter-se deixado por Ele transformar inteiramente, ou seja, ter-se tornado seu discípulo fiel. Tudo começa ali. Encontrar-se com Cristo e deixar-se por ele transformar»

Só assim reavivaremos continuamente o dom que há em nós, e responderemos gozosamente ao desafio incessantemente renovado de o oferecer aos outros, porque do povo de Deus vimos e só para o servir existimos.

Fátima, 4 de Setembro de 2009

7 Setembro, 2009

Cruz Consacratória 1

Arquivado em: Religião — catscout @ 21:17
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Quando se faz a dedicação de uma igreja nova, faz parte do ritual a unção com o Óleo do Crisma das paredes da Igreja (bem como do altar). Para isso são colocadas nas paredes 4 ou 12 cruzes que são ungidas e ficam permanentemente a marcar a consagração do edifício.

Este é o primeira entrada referente a essas cruzes.

Esta é a fotografia de uma dessas cruzes colocada na Basílica de Nossa Senhora do Rosário de Fátima, no Santuário de Fátima, Portugal.

CCBasNSRos.jpg

Teologia e comunicação

Arquivado em: Teologia — catscout @ 17:17
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Fiz hoje a matrícula para o Curso de Doutoramento em teologia sistemática na Universidade Católica.
Teologia e comunicação.
Vai ser um desafio interessante tornar a pegar nos livros de uma forma sistemática e aprofundar alguns temas.
Como comunicar o Evangelho hoje?

25 Agosto, 2009

Monarquia

Arquivado em: Sociedade — catscout @ 17:50
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Acho mal que não se possa discutir a sério o regime político em Portugal.

Acho mal que não se possa sequer perguntar aos portugueses que tipo de estado e de regime político desejam.

Que tipo de regime é mais benéfico para o nosso país, com 800 anos de história.

24 Agosto, 2009

Teologia

Arquivado em: Tecnologia — catscout @ 12:32
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Um desafio para os próximos anos.

Trazer a teologia para a web. Usar as ferramentas da WEB 2.0 para divulgar a teologia. Discutir e estudar as ciências divinas com o auxílio e potencialidades da rede mundial.

Teologia e comunicação passa também por aqui.

11 Agosto, 2009

Leituras

Arquivado em: Cultura — catscout @ 15:04
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Depois de lido “Os Pilares da Terra” de Ken Follet, e enquanto não inicio as leituras para o Curso de Doutoramento, estou agora a ler “The Life o Thomas More” de Peter Ackroyd, numa edição da Vintage Books.

Harry Potter

Arquivado em: Cultura — catscout @ 14:21
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Depois de ter visto o filme “Harry Potter e o príncipe misterioso” fui reler o último volume da série, Harry Potter e os talismãs da Morte.

Desta segunda leitura duas coisas me chamaram a atenção, dois elementos claramente marcantes da dimensão cristã dos livros do Harry Potter.

Começo pela última: o local onde Harry encontra Dumbledore depois do ataque final de Voldemort: a estação de Kings Cross. Claro que todos sabemos que esta é uma das mais importantes estações de combio de Londes, mas é natural fazermos a ligação com Jesus Cristo, o rei dos reis que morreu na cruz, e que dando a vida voluntariamente libertou os homens do mal, do pecado e da morte.

O outro aspecto que já me tinha despertado a atenção na primeira leitura que fiz foi o ter usado a pedra da ressurreição, não para ressuscitar os mortos mas para ter a sua companhia nos seus últimos momentos.

No fim de contas é o amor desinteressado que vence.

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